Fábio Miguel,

Foste-te de vez. Esta é a verdade e está na hora de eu finalmente começar a encará-la. Chega de sonhar que um dia vais voltar e rir-te de mim por ter acreditado que te tinhas mesmo ido embora.
Partiste e essa é a verdade. O silêncio que insistias em manter após todas as mensagens que deixei em tua memória nunca serviu de prova para mim. Sempre pensei que fosse mais uma brincadeira, mais uma das tuas brilhantes actuações. Pensei que fosse uma mentira ainda mais bem formada do que aquela que contaste ao dizer que me amavas e que nunca me irias deixar.
Deixaste-me uma vez... E quando eu pensava que não me poderias deixar ficar só duas vezes seguidas, deixaste-me de novo. Deixaste-me da pior forma que alguém me poderia ter deixado. Era e ainda sou demasiado nova para encarar algo assim. Nunca estive preparada para tal.
A tua irmã disse-me que tinha encontrado algo que tinhas escrito para mim e enviou-me por correio. Quando chegou nem queria acreditar que, depois de tanto tempo, tinha algo teu finalmente nas minhas mãos! Infelizmente, com as mudanças de casa (e de vida), perdi a carta em questão. Agora parece que foi algo que nunca existiu na realidade. Começo a duvidar de mim própria e da minha sanidade mental. Será que a carta existiu mesmo ou foi só mais uma das partida da minha mente? E tu? Será que alguma vez foste real? A carta poderia ser a prova que eu precisava, poderia ser aquilo que o meu coração precisa para seguir em frente... Ou simplesmente voltar atrás.



Independentemente de tudo... Amar-te-ei até ao fim dos meus dias. Prometo, amigo.

De novo eu

  É inacreditável a quantidade de posts que nunca chegaram a ver a luz do dia. Parece que, mesmo sendo um vulcão sempre prestes a explodir naquela altura, existiram alguns sentimentos que preferi, talvez por vergonha ou por medo, guardar para mim própria.
  Somos seres em constante mudança, quer seja física ou psicológica, exterior ou interior. Os anos passam e nós, muito embora nos queiramos manter fiéis a nós próprios, vamos mudando com eles. Isso também aconteceu comigo, mas ao contrário do que seria de esperar, nem em todos os aspectos foi pelo melhor.
  Tornei-me uma pessoa mais fria e ainda mais reservada. Não me entendam mal, o meu coração não é de pedra e estou longe de poder ser considerada insensível. Penso que apenas deixei de demonstrar tanto as minhas emoções. Em vez disso, passei a guardar os meus sentimentos onde eles pertencem, dentro de mim.
  Poderia encontrar um milhão de razões para ter mudado. Talvez seja por me ter tornado independente, talvez seja por ter mudado de cidade, talvez seja por me ter casado, talvez seja por ter sido mãe. Talvez seja da idade, talvez seja do tempo, talvez seja do local, talvez seja... Mas não. A razão sou só eu. A culpa é minha, de facto.
  Se antigamente era criticada por demonstrar demasiado as minhas emoções, agora sou criticada por não o fazer, ou pelo menos não com a mesma regularidade. O que só comprova que, de facto, as pessoas só querem o que não têm e só sentem falta quando perdem. Mas isso seria todo um outro assunto que mais uma vez nos remeteria para o passado e não é de todo esse o intuito deste post.
  Afinal, o motivo que me levou a voltar a escrever é apenas um. Quero voltar a ser eu. 

Agora é que é

Este texto era para ser triste, era para ser como o adeus que tu não disseste. Mas quando o comecei a escrever e as lágrimas mais uma vez começaram a deslizar pela minha face, decidi que não o ia fazer. Então, voltei atrás e apaguei tudo, tal e qual como gostava de fazer aos meus sentimentos por ti.

Talvez apagasse os sentimentos e também as recordações boas e as más. As boas para não sofrer ao saber que já não te tenho e as más para não sofrer vezes infinitas com aquilo que me fizeste durante este tempo todo. Quero apagar tudo. Não quero sentir amor, ódio nem rancor. Quero que me sejas indiferente, como me mostraste que eu era para ti.

Ontem as tuas mentiras destruíram o nosso futuro lar mais uma vez, hoje a tua indiferença e falta de arrependimento destroem-me a mim. Mas não há problema nenhum, porque eu vou-me construir de novo. Ah, pois é! Porque se há coisa que eu aprendi contigo é a ter forças e a levantar-me do chão sem a ajuda de ninguém.

Mas hoje tive um pequeno empurrãozinho. Afinal tenho pessoas que se preocupam comigo, me querem ver bem e não me atiram à cara os erros que eu cometi que levaram a que tu cometesses os teus. Como é que ele disse mesmo? Ah, já me lembro: "Podes não ter sido a pessoa mais correcta do mundo, mas ele foi mesmo um cabrão."

Obrigada meu irmão.

Lobo mau


O lobo mau comeu-me o coração e foi-se embora.

Foi-se embora porque estava cansado da confusão que é viver comigo. Partiu para outro lugar à procura da sua paz, porque preferiu isso ao amor que partilhávamos.
Isso é o que ele diz. Para mim, é apenas demasiado fraco para ficar e lutar. Mas coitado, eu não o culpo, afinal ninguém lhe ensinou o que era o amor.

Podia era ter-se lembrado que levava o meu coração dentro dele.

Objecto inanimado com sentimentos?

Ao contrário de ti, ele não fala, mas isso evita que ele diga porcaria como tu muitas vezes disseste. É claro que é deprimente e desesperante o facto de ele não conseguir pronunciar uma única palavra, principalmente quando eu mais preciso dele, mas tu também não me confortaste quando eu mais precisei de ti.
O seu silêncio acaba por ser de facto, reconfortante. É bom saber que ele está aqui do meu lado todas as noites. Ouve-me chorar, sente as minhas lágrimas caírem sobre si quando o abraço apertadamente, mas não reclama. Não acha que é idiota e inútil chorar, não me acha falsa nem ridícula por isso. Pelo contrário, ele sabe o quanto as minhas próprias lágrimas me consolam.
Apesar de ele não falar, eu não hesito em desabafar com ele. O mais interessante é ver que quando eu abro a boca para o fazer, ele não foge a sete pés, mas permanece bem pertinho de mim. A ele, ainda não lhe faltou a paciência para me aturar como falta a todo o mundo mais tarde ou mais cedo, como te faltou a ti.
Ao lado dele, sinto-me segura e aconchegada. Acho que pela primeira vez na vida, consigo confiar em alguém a cem por cento. Sabes porquê? Porque sei que mesmo que a paciência lhe esgote e mesmo que ele fique farto de mim, ele nunca vai desistir. Sei que ele nunca me vai virar as costas e fugir como tu fizeste, deixando-me sozinha a chorar.
Ele é o oposto de ti. Nunca fez promessa nenhuma, mas vai cumprir as promessas que nunca fez. Quando eu me desfizer em lágrimas enquanto grito o teu nome logo à noite, ele vai ficar deitado ao meu lado sem dizer uma única palavra, sem me julgar. E quando eu olhar para os olhos dele, vou perceber mais uma vez que ele me ama e me vai continuar a amar para sempre.



Pela altura em que eu o a amar de volta, ele já terá deixado de ser um peluche e ter-se-á tornado numa pessoa real. Espero eu.

Almost over


Este ano, posso ter tido imensos momentos maus, imensos momentos em que pensei que tudo ia acabar. Mas em todos esses momentos, tive-te a ti. Foste razão suficiente para eu me levantar sempre do chão, para eu ter esperança e acreditar que isto é real. Já te disse imensas vezes que preferia que me tivesses estendido a tua mão para que eu me pudesse levantar mais facilmente, com a tua ajuda, mas não estendeste. Ainda assim, agradeço-te por te teres importado, pelo menos o suficiente para pedires desculpa.
Em 2010, pensei várias vezes que o meu mundo desabara, mas tenho-te a ti. E és tu quem segura o meu mundo, tens a minha vida e o meu coração nas tuas mãos. Obrigada por me deixares fazer parte da tua vida e do teu coração, não imaginas o que isso significa para mim. Aconteça o que acontecer no próximo ano, nunca ninguém irá tirar o lugar que tu ocupas.
Daqui a um bocado será meia-noite, vamos entrar num novo ano. Mas não tenho vontade de celebrar, porque tu não estás aqui. Quem me dera que estivesses...

Não estás aqui, mas eu vou fingir que estás. Quando a contagem decrescente começar, vou fazer de conta que estás aqui a meu lado, bem juntinho a mim, e quando dia 1 chegar, vou beijar-te e prometer-te que o próximo ano vai ser bem melhor do que este que passou. Vou sussurrar-te ao ouvido que te amo, que nunca te vou deixar e que no final do próximo ano já vou poder fazer tudo aquilo que agora tenho que imaginar.


O momento está a chegar. Amo-te e prometo que é para sempre!

Esconde-esconde

Tenho medo de mim própria. Parece que sou um perigo para mim mesma, cada vez que estou aborrecida e pego no computador, começo a procurar coisas que não devo. E sem querer, de tanto as procurar, acabo por as encontrar.
Como o que procuro são coisas más, encontro coisas ainda piores. Depois sinto-me horrivelmente mal por saber aquilo que tu fizeste, por saber que me mentiste durante tanto tempo. Mas a culpa é minha, eu é que ando à procura de problemas, de coisas que nos possam deixar mal e que me façam ficar chateada contigo. Mas a culpa não é só minha, pois não?
Eu até posso ser um pouco masoquista, mas se não houvesse nada para eu descobrir, não haviam motivos para duvidas. Mas pelos vistos, ainda existem bastantes coisas que tu tens que esconder e que eu tenho de encontrar. E se essas coisas existem, então eu tenho todo o direito de duvidar e de achar que tu não dizes a verdade, porque às vezes não dizes.
Mas sabes o que é que é ainda pior do que viver na incerteza e sofrer por causa disso? É sentir-me indiferente aos factos com que acabo de me deparar. Desta vez as coisas que tu escondias de mim não me afectaram. Sabes porquê? Porque eu já sabia que elas lá estavam.

Estou com medo de mim mesma. Alguém que me vende e me prenda as mãos atrás das costas, se faz favor.

Este blog é uma delícia


Este selinho foi-me oferecido pela m* e tem as seguintes regras:

1. Quem é que nunca vais conseguir esquecer?
Todas as pessoas que já passaram pela minha vida e me marcaram de alguma maneira.

2. Alguém comanda a navegação da tua vida?
Nao é alguem, é algo... O amor.

3. Oferecer o selinho a 3 pessoas ou mais.
Paula
Patrícia
Marilena'
joanabranco

4. Comentar o blog da criadora.
Ate comentava, mas infelizmente não sei quem é. Se alguém souber, faça o favor de deixar um comentário com o blog dela.

Cegaste?

Vês-me. Sou uma pessoa perto da perfeição, mais que perfeita, dizes tu às vezes. Sem fazer parte da tua família, sou a pessoa que tu mais amaste em toda a tua vida. Sou o amor da tua vida e nunca te vais fartar de mim. Queres casar comigo, ter um lar e construir família. Sonhamos. Tenho uma forte personalidade, ora doce, ora amarga. Amas-me, odeias-me. Beijas-me, afastas-me. Sou inteligente e esperta. Gostas dos meus olhos e do meu cabelo. Gostas do meu corpo. Sou linda em todos os sentidos possíveis. Sou o teu único interesse e por isso, a tua prioridade. Dás-me toda a atenção do mundo. Queres-me para toda a eternidade.

Vias-me.

Olhas-me. Sou uma pessoa como outra qualquer. Sou só mais uma comum mortal de olhos castanhos e cabelo comprido, também ele castanho. Sou só mais um rosto no meio da multidão. Sou quase perfeita, tenho uma personalidade como todas as outras. Sou chata, aborrecida, implicativa, egoísta, injusta, parva e estúpida. Fartas-te de mim. Odeias-me. Afastas-me. Sonho sozinha. Sou um dos teus principais interesses, estou entre as tuas prioridades. Dás-me toda a atenção que podes (queres). Queres-me, gostas de mim. Estás farto, afastas-me.

Já não vês.

Estreia


Não consigo encontrar palavras para descrever o bater acelerado do meu coração. Na verdade, já nem me lembro bem. Não era a primeira vez que sentia o meu coração bater descompassadamente, mas foi a primeira vez que senti que ele me queria saltar do peito.
Perdida no nervosismo, achei ali a minha última oportunidade de ter tudo aquilo que eu sempre quis de volta. Procurei-te no meio de todos os nossos colegas e lá estavas tu, a conversar e a rir com um deles, como para esconder o medo de enfrentar o público que nos consumia a todos. Fiz sinal ao outro para que se afastasse e não disse nada. Aproximei-me de ti, peguei na tua mão e coloquei-a sobre o meu peito. Estás mesmo nervosa. Pois estava, agora mais ainda. Tinha sentido as faíscas no momento em que te agarrei a mão, sabia que não tinha sido só eu. Nós ainda estávamos vivos, mais ainda do que o meu coração te mostrava naquele momento. Trocámos olhares, desejámos boa sorte um ao outro e virámos costas.
O momento por que tanto ansiávamos chegou. Pusemo-nos nos nossos devidos lugares e olhámos todos uns para os outros com um falso sorriso na cara como uma espécie de sinal de boa sorte. O pano correu. Tirando o facto de tu teres esquecido algumas das tuas falas, a peça correu lindamente sem maiores percalços. O pano correu, olhámo-nos e o pano correu novamente. Agradecemos e esperámos que o pano voltasse a correr. Que experiência fantástica...
Conversavam todos em grupo quando cheguei, sentei-me propositadamente no lugar vazio atrás de ti. Viraste-te para trás assim que me sentei, olhaste-me nos olhos como sabias que eu adorava que fizesses, sorriste para mim durante uns segundos, agarraste-me e beijaste-me. Este é um dos meus momentos favoritos que recordo com especial carinho. Já com um sorriso na cara de novo, perguntei-te Correu bem, não correu? Sorriste-me de volta. Optimamente. Mas está a correr ainda melhor agora que acabou.

Ante-estreia


Era o dia para o qual tínhamos trabalhado durante seis meses inteiros, o dia pelo qual tínhamos esperado impacientemente durante todo aquele tempo. Sabíamos todas as nossas falas de trás para a frente e mesmo assim continuávamos a sentir aquela sensação na barriga de tão nervosos que estávamos.
Lembro-me perfeitamente de como tinham acabado as coisas na semana anterior, era a primeira vez que te via depois de termos destruído tudo, mesmo contra a nossa própria vontade. Estavas diferente naquele dia, estavas especialmente triste. Notava-se bem que algo se passava, notava-se tão bem que toda a gente reparou, mesmo as pessoas que não te conheciam ou que simplesmente não gostavam de ti. Mas eu gostava, mais do que qualquer outra pessoa presente ali ou em qualquer outra parte do mundo.
Apesar de seres o actor principal, tinhas ficado quase toda a manhã deitado num pequeno sofá que lá havia. Tinhas estado a evitar-me durante quase toda a manhã, finalmente ganhei coragem para me sentar ao teu lado e fiz-te a pergunta mais parva do mundo: Que é que se passa? Respondeste-me com outra pergunta no teu tom irónico tão familiar: Que é que achas que se passa? Não sabia o que havia de dizer, olhei para ti e disse: Desculpa. Perguntaste-me porquê visto que ainda no dia anterior achava que não tinha feito nada de mal. Desculpa por ter dito aquilo que disse, desculpa por ter falado daquela maneira contigo... Limitaste-te a dizer um ok, desculpas aceites. Queria perguntar-te se achavas que alguma vez íamos poder estar juntos de novo, mas essa ia ser uma pergunta igualmente idiota. Levantei-me e saí.
O tempo ia passando e à medida que a hora do espectáculo se aproximava e que a plateia se enchia de gente, ficávamos cada vez mais nervosos.

Atenção

Da próxima vez que perguntares "Então já sabes o que é que queres que eu te ofereça?", a minha resposta vai ser "Nada que o teu dinheiro possa comprar".

About me

1. Signo: Escorpião.


2. Data de Nascimento: 12 de Novembro de 1993.


3. Cor de olhos: Castanhos.


4. Altura: 1.63


5. Comprometida ou solteira? Comprometida.


6. Qual é o teu nome do meio? Pinto.


7. Se fosses arrastada para uma guerra, sobreviverias? Talvez sim, talvez não. Só não ia desistir.


8. Qual é a cor da tua roupa interior hoje? Preta.


9. Dormes com a tv ligada? Às vezes adormeço, mas passado um pouco o barulho começa-me a fazer confusão. Acordo e desligo-a.


10. Consegues escrever rápido no computador? Não me querendo gabar: bastante rápido.


11. Quando foi a última vez que escolheste um duche em vez de um banho de imersão? Já há muito tempo que não tomo banhos de imersão.


12. Com quem é que tu sabes que podes sempre contar? Com o meu namorado, a minha irmã mais velha e com o melhor amigo Mingos. Ah e com a minha mãe!


13. Estás a beber alguma coisa neste momento? Não.


14. Falas enquanto dormes? Agora, acho que não. Mas tenho a certeza que quando era mais nova falava pelos cotovelos.


15. Qual é a foto que tens no fundo do ambiente de trabalho? Uma fotografia minha com o João.


16. Tens o sono profundo? Não.


17. As outras pessoas acham-te atraente? Não sei nem quero saber, é-me indiferente.


18. Sentes saudades de alguém neste momento? Sim, até do João.


19. Quando foi a última vez que disseste a alguém que o amavas e realmente sentias? Há alguns minutos atrás.


20. Qual foi o último desporto que praticaste? Acho que nunca pratiquei um desporto.


21. Como te sentes hoje? Óptima!


22. Quem foi a última pessoa com quem partilhaste a cama? Com o João, lol.


23. Alguma vez foste mordida por alguém? Tantas vezes...


24. Alguma vez mordeste alguém? De novo: Tantas vezes...


25. Qual é a pior coisa no sexo oposto? Aquela mania de se fazerem de fortes e acharem que mandam.


26. O que está no fundo do teu guarda-roupa? Fundo do guarda-roupa? Não faço ideia. Gavetas com roupa?


27. Qual foi a última coisa que tiveste na tua boca? Uma pastilha.


28. Qual é a tua filosofia de vida? Não tenho propriamente uma filosofia de vida. Acho apenas que devemos aproveitar todos os momentos para estarmos com as pessoas que realmente amamos, não sabemos o que irá acontecer amanhã. E é isso que tento fazer.


29. Com o que é que estás ansiosa? Estou ansiosa pelo próximo episódio de True Blood, pela próxima temporada de The Vampire Diaries e por sexta-feira.


30. Alguma vez trepaste para uma janela? Sim, algumas.


31. Que três coisas te levam sempre a sítios? Os meus sonhos, O João e os meus próprios pés.


32. Tens uma queda por alguém? Tenho uma queda enorme por um indivíduo cujo nome é João Santos.


33. Quão frequentemente falas ao telefone? Quase todos os dias.


34. O que fazes quando ninguém está a ver? Canto, danço e choro baba e ranho.


35. Há algo que queiras e não possas ter? Não me recordo de nada.


36. Três coisas que reparas de imediato no sexo oposto: Olhos, cabelo e estilo.


37. Onde está o teu telemóvel? Mesmo ao meu lado.


38. O que foi a última bebida alcoólica que bebeste? Não me lembro mesmo.


39. Qual é a tua cor favorita? Preto.


40. Qual foi o último filme que foste ver ao cinema? Acho que foi Juntos ao Luar.


41. Que música estás a ouvir? Three Days Grace - Life starts now.


42. Quem foi a última pessoa com quem falaste? Com a minha irmã mais nova.


43. Usas que champô? Herbal Essences Pontas Sedosas.


44. Mais velha, do meio, mais nova ou simplesmente uma criança? Do meio.


45. Quem admiras? O meu irmão Mingos.


46. O que te faz mais feliz? Estar com o João <3


47. O que é que odeias? Estar sem ele.


48. O teu homem perfeito? Não acredito na existência de tal coisa. Mas o João é perfeito, pelo menos para mim.


49. Se pudesses mudar uma coisa em ti, o que mudarias? Não mudaria, eliminaria a celulite.


50. O melhor tipo de festa? Não faço a mínima. Com os meus bastava.


51. O que te vês a fazer daqui a 10 anos? Viver com o João, a cuidar dos nossos meninos, trabalhar como psicóloga e a escrever nos tempos livres.


52. Bebida alcoólica? Vodka.


53. Shot? ...


54. Aftershave/Perfume? Black Xs ou perfumes de coco.


55. Filme? O Diário da Nossa Paixão.


56. Sítio? Meu quarto.


57. Número? 13.


58. Mês? Setembro.


59. Gelado? Cornetto Love Chocolate.


60. Dia do ano? 25 de Abril.


61. Flor? Rosas e amores perfeitos.


62. Já alguma vez fizeste um papagaio voar? Não, nunca tive curiosidade.


63. Alguma vez comeste um cachorro quente? Não gosto de salsichas.


64. Alguma vez bebeste leite do pacote? Não, mas hei-de experimentar!


65. Alguma vez ganhaste um concurso de soletrar? Não, nunca participei sequer.


66. Alguma vez tiveste na casa de banho do sexo oposto? Tantas vezes...


67. Curtiste com alguém em frente a uma multidão animada? É bem capaz.


68. Já alguma vez amaste alguém de verdade? Claro que sim. Amo.


69. Alguma vez partiste um osso? Que me lembre, não.


70. Alguma vez cantaste num palco? Óbvio que não.


71. Alguma vez caíste duma cadeira? Já, até foi engraçado.


72. Alguma vez ficaste com a língua colada a um gelo? Acho que não o.o


73. Alguma vez fizeste bungee jumping? Não, mas gostava de experimentar.


74. Alguma vez saltaste de uma rocha? Sim.


75. Alguma vez flashaste alguém? E isso é..?


76. Alguma vez choraste para te safares de sarilhos? Já sim.


77. Alguma vez jogaste strip poker? Não.


78. Beijaste alguém que não conhecias? Não.


79. Estiveste perto de morrer? Talvez.


80. Nadaste no oceano? Claro que sim, estranho era se não o tivesse feito.


81. Alguma vez levaste pontos? Não.


82. Alguma vez foste hospitalizada? Não.


83. Dia ou noite? Noite.


84. Sol ou chuva? Chuva.


85. Dormes com algum peluche? Agora já não.


86. A tua posse que mais prezas? O João, ahah.


87. Danças bem? Não.


88. Já alguém, para além da tua família, te disse que te amava? Sim.


89. Quantos piercings tens? Nenhum, mas isso vai mudar.


90. Diz o nome de 5 coisas que estejas a usar: Portátil, telemóvel, anéis, roupa e chinelos.


91. Alguma tatuagem? Não.


92. Que tipo de bêbeda és tu? Não sou.


93. Gostas de ti? Um pouco.


94. Beijos, ou abraços? Ambos, dependendo da situação.


95. A última pessoa que abraçaste: João.


96. A última coisa que compraste: Bilhete de comboio.


97. A última pessoa que te mandou uma sms: João.


98. A última vez que tomaste banho: Hoje de manhã.


99. És demasiado tímida para convidar alguém para sair? Talvez sim, talvez não.


100. O que estás a pensar? Em nada, só em responder a isto.


101. A melhor maneira para que alguém saiba que gostas dela é...? Linguagem corporal ou dizer-lhes.


102. Tu sabes que eu gosto de ti, se...? Te pareces preocupar comigo e tentas sempre ajudar-me quando há algum problema.


103. Gostas de chocolate? Amo!


104. Quanto dinheiro tens? Um euro.


105. Onde te queres casar? Não sei, num sítio diferente e original.


106. Falas alguma língua para além da materna? Sim.


107. O que queres ser na vida? Psicóloga, escritora e mãe.


108. Preferias morrer queimada ou afogada? Afogada. Odiava ser queimada viva...


109. Preferes dar, ou receber uma massagem? Ambos igualmente.


110. Há algum Tiago no teu circulo de amigos? Se a minha turma for considerada o meu circulo de amigos, então sim.


111. Beijaste alguém no teu círculo de amigos? Não.


112. Guardas rancor? Sim.


113. Com quantas pessoas do teu círculo de amigos já estiveste bêbeda? Nenhuma.

Alucinação


Volta e diz-me que o corpo que partiu não era o teu. Volta e diz-me que tudo não passa de uma mentira contada apenas para que eu não te chateasse mais. Diz-me que tudo isto não foi mais do que tu a brincares com os meus sentimentos. Volta. Nem precisas de pedir desculpa por teres ido embora ou por me teres mentido. O que importa é que realmente voltes.
Volta e diz-me que já não sentes nada por mim ou mesmo que nunca sentiste. Diz-me que eu nunca signifiquei nada para ti, mas volta. Diz-me que para ti, eu nunca fui mais que uma mera conhecida com quem tu desabafavas ocasionalmente. Volta e diz-me todas as coisas que me disseste anteriormente eram mentira. Diz-me que quando me chamavas melhor amiga, o dizias apenas da boca para fora. Admite que me substituíste e que me deixaste cair no esquecimento. Mas volta.
Volta nem que seja para te rires de mim. Diz que me odeias, diz que nunca me amaste, diz que nunca sequer gostaste de mim. Mas volta, por favor. Volta nem que seja para te ires embora de novo.

Preciso de saber que o facto de tu permaneceres aqui, do meu lado, não é apenas fruto da minha imaginação. Diz-me que não estou a alucinar.

Não quero

- Deixa-me.
- Não.
- Deixa-me.
- Tu não queres isso...
- Deixa-me.
- Isso é só uma palavra agora.
- Adeus.
- Está bem.

A troca de mensagens cessa durante mais de 20 minutos. Não sei o que fizeste durante esse tempo. Mas durante esses vinte minutos, mais de vinte lágrimas foram derramadas, não que as tenha contado, mas quase que ouvi a minha almofada queixar-se do aperto e do rio que lhe escorria em cima. Não aguento mais, vou ligar-te.


- Que é que foi agora?
Silêncio. Não tenho coragem para te perguntar o que queria perguntar. As lágrimas continuam a cair enquanto eu as tento parar para que elas não tenham qualquer efeito no meu tom de voz. Mal consigo.
- Queres mesmo que te deixe?
- Se é assim, quero.
- Ok.
Silêncio de novo. Dou-te algum tempo para pensares na resposta que me acabaste de dar e naquilo que eu te disse. Pensei que fosses entender que só queria que desmentisses o que tinhas dito, queria que dissesses exactamente o contrário. Tentei imaginar-te a dizer Fica comigo, não consegui. Passam mais de 5 minutos.
- Se não tens mais nada para dizer, vou desligar.
- Está bem.
- Adeus.
- Amo-te...
Desligas-me o telemóvel na cara, aposto que nem ouviste a última coisa que te disse. Ainda bem, acho que não queria que ouvisses.

Aperto a minha almofada com toda a força que desconhecia ter. Rolam mais vinte lágrimas. Recomponho-me. Não consigo fazer o que me pediste. Odeio-te por me teres pedido tal coisa, odeio-me a mim por não te conseguir deixar. Se queres que te deixe em paz, então eu não quero acordar.

No surprise

A mensagem ainda nem tinha sido entregue e já eu tinha virado costas. Caminhava, quase corria, num sentido contrário ao teu. E enquanto tudo isso acontecia, pensava no quanto aquilo era difícil para mim. Mas era o que tinha de ser feito, precisava de limpar a minha consciência. Não consigo ser um fardo para ti, não quero e no entanto é isso que sou, é assim que me sinto. A tua vida não pára com o meu desaparecimento, muito pelo contrário, continua em frente como se nada fosse. Já a minha é muito mais complicado... Já fazes parte dela, não quero nem vou conseguir viver sem ti.
Talvez não tenhas escolhido dizer as coisas que disseste, talvez me queiras, talvez até me ames, talvez eu tenha sido injusta contigo. Seguro as lágrimas nos meus olhos e volto para trás. Sinto que toda a gente me olha como se eu não fosse normal, como se nunca tivessem visto alguém como eu. Não, estou a ser convencida, elas não estão a olhar para mim. Ninguém repara na minha presença. Do outro lado do corredor, um grupo de homens mete-se comigo. Não quero saber, agora só tenho uma coisa na cabeça. Uma direcção, um sentido, um rumo, um destino. Estou quase lá. Continuo a passar por entre as pessoas rapidamente, tentando fazer com que a expressão estampada no meu rosto não seja percebida.
Finalmente, chego ao local onde te deixei, onde virei costas. Já não estás lá, foste substituído por um casal de velhotes que ali se resolveu sentar. Não correste atrás de mim, não ligaste, não perguntaste. Porque é que isso não me admira? De repente, fico sem rumo, sem um destino, sem saber para onde ir. Enquanto me dirijo para a saída mais próxima, uma das lágrimas não se consegue conter e escorre-me pela face. Seco-a com a minha mão. Não posso chorar.
"I still remember when it was him & her, suddenly turned him and his crew, forgot everything 'bout his boo."

... era escusado.

Cala-te e lê

Tentei calar-me durante algum tempo, fingir que nada se passava. Não vejo mais motivos para a minha boca estar selada quando tu dizes tudo o que te apetece sem pensar no quanto isso me vai magoar. Já chega, cala-te. Quem não pensa agora sou eu.

Achas que eu não te dou valor? Dou-te mais valor do que alguma vez alguém dará. Dou-te mais valor do que todas as pessoas que tu conheces. Dou-te mais valor do que tu próprio achas que tens. Dou-te valor, dou-te todo o valor do mundo. E não te dou valor só porque sim, só porque me apetece. Dou-te valor porque tu tens valor, pelo menos para mim. E é por teres esse valor que nunca devias falar no valor que achas que tens para mim, porque não sabes. Não sabes nada.
E como não gosto de ficar calada a ouvir, mas gosto também de dar a minha opinião (muitas vezes contrária à tua), pergunto-te E tu? Achas que me dás valor? Não dás, não queres dar, não pareces dar. És tu quem não me tem dado o valor que eu mereço... E no entanto, eu permaneço calada. Portanto, nem te atrevas a falar em valor.

Nós não temos valor.

Is this real?

Não podias ter ficado? Ficado por nós, ficado por mim. Podias ter ficado pelo nós que nunca existiu, pelo nós que quem sabe pudesse ter existido. Podias ter ficado pelo que tu significavas para mim, por aquilo que eu queria significar para ti.
Foi difícil ver-te partir, muito difícil. Parecia que a minha própria vida me estava a ser tirada quando me contaram. Parece que me arrancaram um pedaço do meu coração, um pedaço de mim. E este é um dos pedaços que eu nunca vou conseguir recuperar.
Preciso de ti, quero-te de volta. Sinto que não tivemos tempo nenhum juntos, não o suficiente. Às vezes chego a ter a sensação de que isto não é real. É real? Não me parece real.
Todos os textos que eu nunca escrevi sobre o quanto odiava que tu me tivesses deixado, sobre o quanto eu odiava ter sido substituída, não fazem sentido agora. Hoje sei que se não me falas, não é porque não queres. Não falas, porque não podes.
Pelo fim da nossa amizade, já não te culpo a ti, culpo-me a mim. Culpo-me a mim por não ter insistido mais, por não ter tentado compreender-te e lidar melhor contigo. Culpo-me por ter tido tantos ciúmes e não ter conseguido suportar ficar do teu lado. Culpo-me a mim por não termos tido mais tempo. Culpo-me a mim, e só a mim. Talvez se acreditasse em Deus, o culpasse a ele também. Mas não acredito e não ponho a culpa em cima de alguém que não a merece. Eu sou a única culpada. E podes ter a certeza de que me vou arrepender daquilo que fiz para o resto da minha vida.

Sempre tua, meu Fábio Ambrósio <3

Negação, revolta, barganha, depressão e aceitação

Estou a tentar arranjar a coragem necessária para te escrever, escrever sobre ti.
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