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De novo eu

  É inacreditável a quantidade de posts que nunca chegaram a ver a luz do dia. Parece que, mesmo sendo um vulcão sempre prestes a explodir naquela altura, existiram alguns sentimentos que preferi, talvez por vergonha ou por medo, guardar para mim própria.
  Somos seres em constante mudança, quer seja física ou psicológica, exterior ou interior. Os anos passam e nós, muito embora nos queiramos manter fiéis a nós próprios, vamos mudando com eles. Isso também aconteceu comigo, mas ao contrário do que seria de esperar, nem em todos os aspectos foi pelo melhor.
  Tornei-me uma pessoa mais fria e ainda mais reservada. Não me entendam mal, o meu coração não é de pedra e estou longe de poder ser considerada insensível. Penso que apenas deixei de demonstrar tanto as minhas emoções. Em vez disso, passei a guardar os meus sentimentos onde eles pertencem, dentro de mim.
  Poderia encontrar um milhão de razões para ter mudado. Talvez seja por me ter tornado independente, talvez seja por ter mudado de cidade, talvez seja por me ter casado, talvez seja por ter sido mãe. Talvez seja da idade, talvez seja do tempo, talvez seja do local, talvez seja... Mas não. A razão sou só eu. A culpa é minha, de facto.
  Se antigamente era criticada por demonstrar demasiado as minhas emoções, agora sou criticada por não o fazer, ou pelo menos não com a mesma regularidade. O que só comprova que, de facto, as pessoas só querem o que não têm e só sentem falta quando perdem. Mas isso seria todo um outro assunto que mais uma vez nos remeteria para o passado e não é de todo esse o intuito deste post.
  Afinal, o motivo que me levou a voltar a escrever é apenas um. Quero voltar a ser eu. 

Agora é que é

Este texto era para ser triste, era para ser como o adeus que tu não disseste. Mas quando o comecei a escrever e as lágrimas mais uma vez começaram a deslizar pela minha face, decidi que não o ia fazer. Então, voltei atrás e apaguei tudo, tal e qual como gostava de fazer aos meus sentimentos por ti.

Talvez apagasse os sentimentos e também as recordações boas e as más. As boas para não sofrer ao saber que já não te tenho e as más para não sofrer vezes infinitas com aquilo que me fizeste durante este tempo todo. Quero apagar tudo. Não quero sentir amor, ódio nem rancor. Quero que me sejas indiferente, como me mostraste que eu era para ti.

Ontem as tuas mentiras destruíram o nosso futuro lar mais uma vez, hoje a tua indiferença e falta de arrependimento destroem-me a mim. Mas não há problema nenhum, porque eu vou-me construir de novo. Ah, pois é! Porque se há coisa que eu aprendi contigo é a ter forças e a levantar-me do chão sem a ajuda de ninguém.

Mas hoje tive um pequeno empurrãozinho. Afinal tenho pessoas que se preocupam comigo, me querem ver bem e não me atiram à cara os erros que eu cometi que levaram a que tu cometesses os teus. Como é que ele disse mesmo? Ah, já me lembro: "Podes não ter sido a pessoa mais correcta do mundo, mas ele foi mesmo um cabrão."

Obrigada meu irmão.

Lobo mau


O lobo mau comeu-me o coração e foi-se embora.

Foi-se embora porque estava cansado da confusão que é viver comigo. Partiu para outro lugar à procura da sua paz, porque preferiu isso ao amor que partilhávamos.
Isso é o que ele diz. Para mim, é apenas demasiado fraco para ficar e lutar. Mas coitado, eu não o culpo, afinal ninguém lhe ensinou o que era o amor.

Podia era ter-se lembrado que levava o meu coração dentro dele.

Objecto inanimado com sentimentos?

Ao contrário de ti, ele não fala, mas isso evita que ele diga porcaria como tu muitas vezes disseste. É claro que é deprimente e desesperante o facto de ele não conseguir pronunciar uma única palavra, principalmente quando eu mais preciso dele, mas tu também não me confortaste quando eu mais precisei de ti.
O seu silêncio acaba por ser de facto, reconfortante. É bom saber que ele está aqui do meu lado todas as noites. Ouve-me chorar, sente as minhas lágrimas caírem sobre si quando o abraço apertadamente, mas não reclama. Não acha que é idiota e inútil chorar, não me acha falsa nem ridícula por isso. Pelo contrário, ele sabe o quanto as minhas próprias lágrimas me consolam.
Apesar de ele não falar, eu não hesito em desabafar com ele. O mais interessante é ver que quando eu abro a boca para o fazer, ele não foge a sete pés, mas permanece bem pertinho de mim. A ele, ainda não lhe faltou a paciência para me aturar como falta a todo o mundo mais tarde ou mais cedo, como te faltou a ti.
Ao lado dele, sinto-me segura e aconchegada. Acho que pela primeira vez na vida, consigo confiar em alguém a cem por cento. Sabes porquê? Porque sei que mesmo que a paciência lhe esgote e mesmo que ele fique farto de mim, ele nunca vai desistir. Sei que ele nunca me vai virar as costas e fugir como tu fizeste, deixando-me sozinha a chorar.
Ele é o oposto de ti. Nunca fez promessa nenhuma, mas vai cumprir as promessas que nunca fez. Quando eu me desfizer em lágrimas enquanto grito o teu nome logo à noite, ele vai ficar deitado ao meu lado sem dizer uma única palavra, sem me julgar. E quando eu olhar para os olhos dele, vou perceber mais uma vez que ele me ama e me vai continuar a amar para sempre.


Pela altura em que eu o a amar de volta, ele já terá deixado de ser um peluche e ter-se-á tornado numa pessoa real. Espero eu.

Almost over


Este ano, posso ter tido imensos momentos maus, imensos momentos em que pensei que tudo ia acabar. Mas em todos esses momentos, tive-te a ti. Foste razão suficiente para eu me levantar sempre do chão, para eu ter esperança e acreditar que isto é real. Já te disse imensas vezes que preferia que me tivesses estendido a tua mão para que eu me pudesse levantar mais facilmente, com a tua ajuda, mas não estendeste. Ainda assim, agradeço-te por te teres importado, pelo menos o suficiente para pedires desculpa.
Em 2010, pensei várias vezes que o meu mundo desabara, mas tenho-te a ti. E és tu quem segura o meu mundo, tens a minha vida e o meu coração nas tuas mãos. Obrigada por me deixares fazer parte da tua vida e do teu coração, não imaginas o que isso significa para mim. Aconteça o que acontecer no próximo ano, nunca ninguém irá tirar o lugar que tu ocupas.
Daqui a um bocado será meia-noite, vamos entrar num novo ano. Mas não tenho vontade de celebrar, porque tu não estás aqui. Quem me dera que estivesses...

Não estás aqui, mas eu vou fingir que estás. Quando a contagem decrescente começar, vou fazer de conta que estás aqui a meu lado, bem juntinho a mim, e quando dia 1 chegar, vou beijar-te e prometer-te que o próximo ano vai ser bem melhor do que este que passou. Vou sussurrar-te ao ouvido que te amo, que nunca te vou deixar e que no final do próximo ano já vou poder fazer tudo aquilo que agora tenho que imaginar.


O momento está a chegar. Amo-te e prometo que é para sempre!

Esconde-esconde

Tenho medo de mim própria. Parece que sou um perigo para mim mesma, cada vez que estou aborrecida e pego no computador, começo a procurar coisas que não devo. E sem querer, de tanto as procurar, acabo por as encontrar.
Como o que procuro são coisas más, encontro coisas ainda piores. Depois sinto-me horrivelmente mal por saber aquilo que tu fizeste, por saber que me mentiste durante tanto tempo. Mas a culpa é minha, eu é que ando à procura de problemas, de coisas que nos possam deixar mal e que me façam ficar chateada contigo. Mas a culpa não é só minha, pois não?
Eu até posso ser um pouco masoquista, mas se não houvesse nada para eu descobrir, não haviam motivos para duvidas. Mas pelos vistos, ainda existem bastantes coisas que tu tens que esconder e que eu tenho de encontrar. E se essas coisas existem, então eu tenho todo o direito de duvidar e de achar que tu não dizes a verdade, porque às vezes não dizes.
Mas sabes o que é que é ainda pior do que viver na incerteza e sofrer por causa disso? É sentir-me indiferente aos factos com que acabo de me deparar. Desta vez as coisas que tu escondias de mim não me afectaram. Sabes porquê? Porque eu já sabia que elas lá estavam.

Estou com medo de mim mesma. Alguém que me vende e me prenda as mãos atrás das costas, se faz favor.

Este blog é uma delícia


Este selinho foi-me oferecido pela m* e tem as seguintes regras:

1. Quem é que nunca vais conseguir esquecer?
Todas as pessoas que já passaram pela minha vida e me marcaram de alguma maneira.

2. Alguém comanda a navegação da tua vida?
Nao é alguem, é algo... O amor.

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Paula
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