Negação, revolta, barganha, depressão e aceitação

Estou a tentar arranjar a coragem necessária para te escrever, escrever sobre ti.

Vanished in the air

Sete horas da tarde e já nada se via, só as sombras dos nossos corpos de mãos dadas projectadas no chão. A única luz que nos iluminava era a dos candeeiros de rua existentes no caminho pelo qual passávamos. Tinha estado a chover toda a tarde e só agora tinha parado. Estava frio e nem o meu casaco novo ou o calor do teu corpo encostado ao meu me conseguia aquecer. O vento fazia voar o meu cabelo e deixava o meu pescoço a descoberto deixando-me ainda mais exposta à ventania que se estava a levantar por aquela altura.
As tuas mãos estavam geladas, ao contrário dos teus braços e do resto do teu corpo. Pareces um vampiro. Estavas constipado e quando te perguntei se tinhas frio, disseste que não. Estou bem assim. Continuámos a andar, sempre na mesma direcção, até que os candeeiros falharam e as luzes se apagaram.
Já não sentia os teus dedos entrelaçados nos meus, não sentia a tua mão gelada contra a minha. Já não te sentia. Tentei alcançar o teu corpo, mas já não estavas lá. Olhei para o chão e as nossas sombras tinham desaparecido. Normal, não havia luz. Gritei por ti, mas não me ouviste. Gritei de novo, e gritei outra vez. Gritei até ficar sem voz, mas já não estavas por perto.
A luz voltou, mas quando olhei para o chão, vi apenas a minha sombra. A tua já não me acompanhava. Tudo o que restava da tua presença era o cheiro do teu perfume no ar e na minha roupa. Nada podia fazer sem ser seguir em frente. Continuei então a andar sem nunca olhar para trás, porque o caminho ainda era longo. E sem ti, ainda mais.

Desta vez, não morro

Tu que dizias ser completamente apaixonado por mim, tu que dizias fazer qualquer coisa por mim, tu que disseste que eu era a pessoa mais importante da tua vida, que nunca tinhas amado alguém como me amavas a mim, tu que disseste que nunca ias deixar que nada nem ninguém destruísse a nossa relação, tu que disseste que nunca ias deixar de me amar; que disseste que nunca me ias voltar as costas, tu que disseste que querias construir um futuro comigo, tu que prometeste tudo aquilo que disseste, tu que duvidavas daquilo que eu também te prometia, que dizias falar a verdade, tu que disseste que só a ideia de me perder te sufocava, tu que disseste que eu te fazia o homem mais feliz do mundo, deixaste-me. Retiraste-me das tuas prioridades, da tua cabeça, do teu coração, mentiste-me, viraste-me as costas, quebraste as tuas promessas, e atiras-te fora a tua felicidade.
Não deixaste que nada nem ninguém destruísse a nossa relação, foste tu quem a matou.

Não queres o melhor?

"Não vamos ser parvos. Eu sei que consigo arranjar alguém melhor do que tu, e tu também sabes que consegues arranjar alguém melhor do que eu. Mas és tu quem eu quero!"

Chama-me o que quiseres. Mas para mim, não existe ninguém melhor do que tu.

How I wish I was her

Falar sobre relações passadas nunca é uma boa opção, mas a conversa surgiu na mesma. Estavas a falar e eu já estava mais do que perdida nos meus pensamentos.



- O R. está mesmo apaixonado. Até passa noites a chorar pela miúda e tudo, eu nunca o vi assim. Sempre teve a mania de brincar com os sentimentos das pessoas, e agora quem foi apanhado foi ele. Mas eu compreendo-o. A L. é mesmo alguém muito díficil de esquecer. Há uns três anos atrás, quando eu andei com ela e nós acabamos, não demorei só uma semana a esquecê-la como à S. Ainda andei cerca de um ano a bater mal, a pensar no que é que tinha feito de errado para a ter perdido. A L. é uma pessoa mesmo especial, capaz de marcar as outras em muito pouco tempo. É difícil não gostar dela.

Tu continuavas a falar, e eu já só pensava em como não te podia acompanhar. Não podia falar assim de nenhum dos meus ex-namorados, nem do J., que foi a única pessoa que eu amei a sério. Antes de ti, claro. E ele também era uma pessoa muito fácil de se amar, a personalidade dele cativava as outras pessoas. Mas o J. magoou-me muito, e isso não me deixa elogiá-lo agora.
Mais importante do que tudo isso, entristecia-me o facto de puder nunca vir a ter ninguém que fale de mim como tu falaste da L. A conversa surgiu e eu devia tê-la morto logo.

O caminho da vida

Conheço aquele caminho como a palma da minha mão. E mesmo assim, todas as vezes que lá passo, ele parece-me diferente. Já o percorri com os mais diversos objectivos, com os mais diversos pensamentos, com as mais diversas emoções. Já o fiz com um enorme sorriso estampado no rosto ou encharcada em lágrimas, querendo esquecer ou querendo recordar.
Percorri-o com passos apressados, por estar atrasada para um compromisso ou cheia de pressa para chegar a casa e descansar. Com passos lentos, querendo aproveitar cada milímetro daquele percurso, observando tudo aquilo que me rodeia.
Já fiz o caminho de ida e o de volta, atravessando sempre na passadeira ou atirando-me para a frente dos carros, olhando para o chão ou olhando para o céu, sozinha ou acompanhada. Já fiz aquele percurso com a companhia das mais diversas pessoas. Já passei por ali de muitas maneiras. Mas contigo... Contigo é sempre diferente.
Aquele caminho pertence-me, tal como tu.

Este blog dá vontade de abraçar.

Ora, este desafio foi-me passado pela DC.



O desafio consiste em dizer:
- Quem mais gostas de abraçar, no presente: A pessoa que todas as noites me rouba o sono.
- Quem nunca abraçarias: Pessoas por quem não nutro qualquer tipo de sentimento.
- A quem davas tudo para poder abraçar: Felizmente, os meus parentes mais próximos continuam vivos e continuo a poder abraçá-los sempre que quero. Por isso, talvez a Anna-Varney Cantodea ou mesmo a nossa querida Estrelinha* :)
- A quem davas o teu melhor abraço: Às pessoas que me são mais especiais quando elas se encontram mais em baixo.

...e passar o desafio a 6 blogues à tua escolha:
- Estrelinha*
- FénixCaída
- Flutua Comigo
- Pedro
- Sra. Muito me contas
- Patrícia
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